Segunda edição do Edital Zuca revela artistas selecionados entre mais de 3 mil inscrições de todo o país

 Segunda edição do Edital Zuca revela artistas selecionados entre mais de 3 mil inscrições de todo o país

Divulgação

No total, sete nomes iniciantes na cena musical brasileira passam a integrar o programa de desenvolvimento artístico do Edital nas categorias Petra Brasilidades e Spotify AMPLIFIKA, com mentoria 360° para impulsionar suas carreiras

A Casa da Música Brasileira – Petra  Zuca anuncia os artistas selecionados para a segunda edição do Edital Petra Zuca Brasilidades e Spotify AMPLIFIKA, iniciativa voltada ao fortalecimento da música brasileira independente. Com o recorde de mais de 3 mil inscrições, foram escolhidos sete projetos autorais no total que representam diferentes regiões, estéticas e narrativas da produção musical contemporânea brasileira.

 

Vindos da Bahia, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Paraná e São Paulo, os artistas passam a integrar um programa de desenvolvimento de carreira que oferece uma mentoria 360°, contemplando acompanhamento estratégico em áreas como posicionamento artístico, comunicação, mercado, planejamento, imagem e desenvolvimento de projetos, ampliando as possibilidades de inserção e sustentabilidade de suas trajetórias na indústria da música.

 

A segunda edição do edital, que contempla as iniciativas Petra Brasilidades e Spotify AMPLIFIKA, reafirma o compromisso da Casa com uma música brasileira diversa, descentralizada e conectada às transformações da cena independente. A seleção deste ano evidencia a potência criativa presente em diferentes territórios do país e aposta em artistas que constroem linguagens próprias, capazes de dialogar com o presente e apontar caminhos para o futuro da música brasileira.

 

“Estamos todos muito animados com a continuidade do edital e a possibilidade de abraçar tantos nomes novos, diversos e que de fato contemplam a multiplicidade que é a música brasileira. Temos certeza de que álbuns históricos sairão desse projeto. Além de estarmos tendo um apoio inédito na história da plataforma Spotify, é a primeira vez que eles atuam editorialmente em um projeto desse formato. Estamos honrados em estar realizando mudanças reais na nossa indústria”, celebra Talita Morais, fundadora e idealizadora do Edital e da casa Zuca

 

Conheça os selecionados – Petra Brasilidades

 

Ao reunir artistas de quatro estados brasileiros e linguagens que vão do hip hop ao pop amazônico, passando pelo drum’n’bass e pela música instrumental, a segunda edição do Petra Zuca Brasilidades reforça sua proposta de investir em carreiras autorais e contribuir para uma indústria musical mais diversa, representativa e descentralizada:

 

Mc DELLACROIX, de Salvador (BA), com o projeto “QUEM TEM MEDO DE TRAVESTI? VOL. 01”, primeiro ato de sua mixtape de estreia. Travesti preta e periférica, a multiartista transforma experiências de marginalização em potência criativa. Às vésperas de completar dez anos de carreira, apresenta um trabalho que parte do hip hop, mas atravessa diferentes sonoridades para abordar ancestralidade, espiritualidade, resistência e representatividade LGBTQIAPN+, expandindo os limites do rap contemporâneo brasileiro.

Luar, de Belo Horizonte, foi selecionada com o álbum “Assim Como as Flores Fazem”. Com direção musical de FBC e participações de nomes como Pepito, o projeto utiliza o drum’n’bass como linguagem principal para construir uma narrativa poética sobre amor, liberdade, ancestralidade, natureza e política. Já inserida na efervescente cena musical belo-horizontina, a artista apresenta uma obra marcada por sensibilidade, frescor e forte identidade autoral.

Da Paraíba, o multi-instrumentista Pedro Francisco integra a seleção com “Pedras Raras”, projeto formado por dez composições instrumentais que transitam entre jazz fusion, forró, nintendocore e referências da música universal de Hermeto Pascoal. O trabalho evidencia a riqueza da música instrumental brasileira contemporânea e reforça a importância de abrir espaço para esse segmento dentro de iniciativas de fomento à música independente.

Amanda de Paula, de Belém (PA), apresenta “Dengosa”, seu primeiro álbum. O projeto une brega, guitarrada e ritmos amazônicos ao pop contemporâneo para criar uma narrativa sobre afeto, desejo, autonomia e pertencimento. Com uma sonoridade que dialoga entre tradição e contemporaneidade, a artista representa a força de uma nova geração de músicos do Norte do país que tem ampliado o alcance da produção amazônica no cenário nacional.

 

Conheça os selecionados – Spotify AMPLIFIKA

Em parceria com o Spotify, o edital Zuca selecionou mais três artistas para a categoria Spotify AMPLIFIKA. Criado para impulsionar artistas negros em ascensão na música brasileira, o programa promove oportunidades de desenvolvimento artístico, fortalecimento de carreira e ampliação de visibilidade, contribuindo para uma indústria musical mais diversa e representativa. 

A união das plataformas fortalecerá talentos de três regiões diferentes do país, ampliando a visibilidade de diferentes sonoridades e expressões da música brasileira contemporânea.

Majis, de Maringá (PR), foi selecionada com o álbum de estreia “Incandescente”. A artista transita com versatilidade entre o rap, MPB e soul de forma contemporânea. O projeto aborda temas como vulnerabilidade social, afetividade preta, amor racial e autocuidado. Com timbre marcante e uma forte proposta visual que une música, dança e cinema em uma experiência sensível, o nome do álbum carrega um significado marcante: nasceu a partir de uma palavra utilizada pelo próprio Emicida ao se referir à potência de sua arte, simbolizando algo que queima, ilumina e permanece aceso mesmo diante das adversidades.

Maya, de Salvador (BA), integra a seleção com o projeto “Da Pele Pra Dentro”, seu álbum de estreia focado na black music e no pop contemporâneo. Unindo elementos de R&B, Reggae, pagotrap e ritmos afro-diaspóricos, Maya cria uma narrativa pop, dançante e altamente acessível que coloca as vivências, afetos, autonomia e autoconhecimento de uma mulher negra como protagonistas.

Oklin, de São Paulo (SP), apresenta a “Mr Lupa Mixtape”, um projeto focado no rap que propõe o resgate e a valorização das sonoridades latino-brasileiras. Em contraponto à forte influência norte-americana na cena atual, Oklin explora ritmos como Olodum, dembow e funkhall/dancehall, preservando a essência lírica do rap tradicional. Com flows maduros e composições que equilibram leveza, humor irreverente e contundência social, a mixtape conta com a assinatura do produtor 2T e trará participações de peso do cenário atual, como MC Luanna, MC GW e Fúria.

Além da mentoria e do acompanhamento do programa, os três artistas selecionados terão acesso a apoio editorial e de visibilidade dentro do Spotify, conforme estratégia da plataforma, e participarão de audições com o time.

 

Sobre a Casa da Música Brasileira – Zuca

 

A Casa da Música Brasileira – Zuca é uma plataforma cultural voltada à música, arte e criatividade, idealizado por Talita Morais. Localizada em São Paulo, a casa reúne estúdios, salas de ensaio e ambientes voltados ao desenvolvimento artístico e à realização de experiências culturais. O espaço vem se consolidando como um polo de inovação, formação e valorização da música brasileira.

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