Irmãos transformam histórias da avó de 90 anos em novo lançamento do Projeto Chumbo
Projeto Chumbo Divulgação
Uma conversa despretensiosa durante a comemoração dos 90 anos da avó foi suficiente para mudar os rumos criativos do Projeto Chumbo. Formado pelos irmãos Paulo e Flávia Plombon, o duo lançou no dia 5 de junho o single “Pequena Lamparina”, uma canção que transforma lembranças afetivas em uma delicada reflexão sobre presença, pertencimento e conexão humana.
Durante o encontro familiar, a avó dos artistas descreveu como eram as noites de sua infância em Curitiba, quando a família se reunia ao redor da luz de uma única lamparina para tocar instrumentos, cantar e compartilhar histórias. Décadas depois, essa memória ganhou novos significados nas mãos dos netos músicos.
‘’Para nós, a música Pequena Lamparina é muito especial, pois compusemos ela em homenagem à nossa avó, que tem 90 anos. A reflexão que a letra traz e a sonoridade alcançada, com a produção em conjunto com o nosso amigo de longa data, Caio Weber, representa para nós um momento de um passo bem dado na direção certa.’’
A partir desse relato, os irmãos construíram uma composição que aborda questões contemporâneas sem perder a delicadeza da experiência pessoal que a originou. A música propõe uma pausa em meio ao excesso de estímulos característico da era digital e convida o público a revisitar aquilo que realmente importa.
Produzida por Caio Weber, “Pequena Lamparina” aposta em arranjos sensíveis conduzidos pelo piano e por sintetizadores inspirados no pop alternativo dos anos 1980. A simplicidade sonora amplia a força da narrativa e reforça o caráter intimista da faixa.
A relação entre Paulo e Flávia também ocupa papel central nessa história. Apesar dos dez anos de diferença entre eles, os irmãos encontraram na música um território comum desde cedo. A parceria artística começou ainda na adolescência de Flávia e se transformou em uma trajetória marcada pela cumplicidade e pela liberdade criativa.
Ao longo dos anos, o Projeto Chumbo consolidou uma identidade própria dentro da cena independente, transitando entre diferentes influências sem abrir mão da autenticidade. Em “Pequena Lamparina”, essa característica se manifesta de forma especialmente sensível.
Em um tempo em que a velocidade costuma ditar o ritmo das relações, Paulo e Flávia optam por desacelerar. E encontram justamente nas histórias contadas pela avó a luz necessária para iluminar questões profundamente atuais.


