Tincho Acosta destaca influência da música brasileira e prepara parcerias durante retorno ao país
Tincho – (Algo Hits)
Após 11 anos longe do Brasil, o cantor e violonista argentino Tincho Acosta retorna ao país não apenas para apresentar o EP Bandurria En El Fondo, mas também para fortalecer pontes culturais que sempre fizeram parte de sua trajetória.
Com uma obra profundamente conectada ao folclore latino-americano, Tincho reconhece que sua música dialoga naturalmente com a tradição brasileira.
“Sim! Sou ouvinte das músicas brasileiras. Toco muito samba, já toquei em blocos de samba-reggae, samba-enredo e maracatu. Acompanho muitos artistas daqui como Chico, Caetano, Gil, Lenine e muitos sambistas.”
Sem pensar em estilos ao compor, ele acredita que as influências surgem de forma orgânica.
“É inevitável, e bem-vindo, que apareçam formas de acompanhamento, arranjos, ritmos e inclusive há palavras em português nas minhas canções. O balanço das palavras em português me fascina, a melodia do português é tão inspiradora quanto uma nota de violão.”
Parcerias e intercâmbio musical
Durante a passagem pelo Brasil, Tincho pretende aprofundar as trocas artísticas. Uma das parcerias já confirmadas é com o músico brasileiro Guilherme Kafé.
“Sim, vou colaborar com o Guilherme Kafé, que é um amigo que admiro muito. Há uns dois anos fizemos uma canção em parceria e tenho muita vontade de apresentar esta canção junto com ele nos shows.”
Além disso, o artista também gravará conteúdos na FATEC, em Tatuí (SP), reforçando o intercâmbio artístico e técnico entre os dois países.
“Estou muito entusiasmado. Vai ser minha primeira experiência gravando no Brasil, então estou preparado para aprender.”
O violão como elo entre culturas
O violão ocupa papel central na trajetória de Tincho — e sua conexão com o Brasil passa diretamente pelo instrumento. Ele revela que a escolha pelo violão de sete cordas veio após conhecer o trabalho de Yamandu Costa.
“Muito. Comprei meu violão de 7 cordas depois de conhecer o trabalho do Yamandu Costa, e também aprendendo a tocar samba e choro.”
O artista ainda cita referências que moldaram sua forma de tocar, como Guinga, João Bosco, Romero Lubambo, além de nomes históricos da música brasileira como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque e Djavan.
Brasil como referência permanente
Depois de mais de uma década, Tincho afirma que sua visão sobre o Brasil não mudou — apenas se reafirmou.
“Não mudou muito, na verdade. Sempre achei o Brasil e seu universo musical fascinantes, sobretudo as músicas relacionadas ao que eu faço. A qualidade dos músicos em São Paulo é impressionante.”
O retorno ao país, portanto, não é apenas uma turnê, mas a continuidade de uma relação artística construída ao longo dos anos — tendo o violão como ponte entre culturas e a música como idioma comum.


