Relvas fala sobre “Lapa”, single autêntico e repleto de leveza
Com uma sonoridade que combina o frescor do pop contemporâneo com a energia do R&B, Relvas vive um momento de renovação artística. Seu novo single, “Lapa”, celebra a leveza, a autenticidade e a vontade de viver cada instante intensamente, mesmo quando as coisas não saem como o esperado. A faixa marca não apenas um novo passo em sua trajetória musical, mas também um reflexo de transformações pessoais e criativas que vêm moldando o artista.
Inspirado pela atmosfera vibrante de um dos bairros mais icônicos do Rio de Janeiro, Relvas traduz em música o sentimento de liberdade e descontração que a Lapa representa. A canção, construída em parceria com Raphael Dieguez e Pedro Duque, combina beats orgânicos, guitarras marcantes e uma produção envolvente que reforça o amadurecimento de seu som.
Em entrevista, o cantor fala sobre o processo de criação da faixa, a busca por equilíbrio entre profundidade e diversão e as mudanças que têm guiado sua nova fase. Relvas reflete sobre o amadurecimento pessoal que inspirou “Lapa”, o valor do tempo e a importância de se reinventar após cada ciclo da vida. Ele também comenta como essa liberdade criativa tem influenciado diretamente suas composições e produções, explorando novas sonoridades e timbres, sem perder sua essência romântica e emocional. O artista vê essa nova etapa como um ponto de virada, marcada por leveza, positividade e o desejo de despertar bons sentimentos em quem o escuta. Confira:
“Lapa” mostra um lado mais dançante, mas também traz uma mensagem de leveza e autoconhecimento. Como você equilibra profundidade e diversão em uma mesma faixa?
Acredito que essa dinâmica acontece justamente através da junção da composição da letra com a produção da faixa. A letra consegue trazer esse lado mais profundo, ao mesmo tempo em que a produção, com os elementos e timbres, consegue transmitir essa sensação “divertida”. Tudo isso foi pensado estrategicamente, justamente para a sonoridade da faixa se aproximar o máximo possível da energia que a Lapa traz.
Você mencionou que “Lapa” fala sobre se reinventar após mudanças. Que transformações pessoais inspiraram essa canção?
Acredito que essas mudanças vieram muito como consequência de um amadurecimento que eu tive sobretudo nos últimos anos, tanto no lado pessoal quanto no profissional, para além do artístico. Os anos vão passando e a gente vai aos poucos percebendo o verdadeiro significado e a importância das coisas. Acho que o detalhe que mais tem mexido comigo nos últimos anos tem sido o fato de que o tempo é implacável, por isso tenho tentado aproveitar cada momento e as pequenas coisas da vida. Por mais que “Lapa” aborde o tema de relacionamentos, no fundo ela traz essa reflexão também, de fazer valer o momento. Independente da circunstância, aproveite a fase, mesmo que pra isso você precise estar sozinho. Acredito que essa “virada de chave” tenha sido um dos principais combustíveis pra essas transformações pessoais – como se fosse uma nova forma de enxergar e viver.
O que o amadurecimento artístico significa pra você hoje, é mais sobre técnica, emoção ou liberdade criativa?
Acredito que o amadurecimento artístico é a junção de todos esses elementos. Inevitavelmente, para que haja essa evolução artística, é necessário que haja cada vez mais um aperfeiçoamento da técnica – tanto vocal quanto na forma pela qual os arranjos são pensados e executados. Paralelo a isso e também como consequência, é importante cada vez mais conseguir despertar novas emoções no público, e é justamente através da técnica e também dessa liberdade criativa que isso se torna possível. Essa liberdade criativa permite produzir, criar e alcançar novas sonoridades que, consequentemente, me levam para novos caminhos e novos timbres, gerando esse amadurecimento.
A produção da faixa tem muitos detalhes. Há algum elemento ou timbre que você considera o “coração” da música?
No caso dessa faixa eu considero a guitarra como o principal elemento da produção. É justamente a guitarra, junto com o baixo e o beat, que faz com que a faixa tenha essa sonoridade dançante e enérgica. As guitarras foram gravadas pelo incrível Pedro Duque e são a “cereja do bolo” da música.
O público te conheceu por músicas sentimentais. “Lapa” abre um novo capítulo. Como você quer que as pessoas percebam essa fase?
Quero que as pessoas percebam essa fase como um ponto leve em meio aos caos do dia a dia. Espero que as pessoas ouçam minhas músicas para relaxar e para tirar algo bom. Esse é o meu objetivo sempre: despertar bons sentimentos nas pessoas que escutam as minhas músicas. Além disso, quero que o público possa tirar dessa música justamente essa reflexão em relação a viver a vida ao máximo. Acredito que seja muito necessário que as pessoas entendam a importância de aproveitarem os momentos e os pequenos detalhes da vida, mesmo que sozinhas. Afinal, o tempo é implacável e não volta.
Se pudesse definir sua nova era em uma palavra, qual seria?
É sempre difícil definir uma fase em uma única palavra, mas eu definiria essa “nova era” como leve ou romântica. As próximas músicas falam de amor de uma maneira diferente, com novos timbres e uma sonoridade que mostra ainda mais a minha essência como artista. Então acredito que “leve” seja uma boa palavra para definir esse Pop Leve que eu venho apresentando.


