Pacu The Fish apresenta indie amazônico com o single “Bar do Paulo”
Foto: Eric Afonso
Formada pelos artistas Caobe e Pitã, a dupla dá início a projeto que une vivências culturais do Pará e Roraima
O brega de Wanderley Andrade, o indie de Mac DeMarco, o regionalismo da Banda Calypso e o futurismo de Charli XCX. As influências que parecem distantes se encontram no som da Pacu The Fish, dupla formada por Caobe Rodrigues, de Roraima, e Victoria Narciso Pitã, do Pará. O resultado é o que os artistas chamam de indie amazônico, que une elementos da música popular do Norte com a estética alternativa global. O primeiro single, “Bar do Paulo”, chegou às plataformas digitais nesta quarta-feira, 10 de setembro (acesse aqui).
De acordo com a dupla, a união representa um diálogo cultural dentro da Amazônia. De um lado, as referências de Boa Vista, onde a música eletrônica de rolês jovens e o brega convivem nas ruas e nos bares; do outro, a tradição do brega paraense, que há décadas embala festas e rádios do Norte. Na Pacu The Fish, essas duas trajetórias se cruzam e se transformam em novas sonoridades, mostrando que a música amazônica é diversa, mutável e cheia de possibilidades.

“A gente falava sobre nossas referências, como Tame Impala e Mac DeMarco, e pensava em como seria legal misturar esse estilo com o brega, com os sons do Norte. No começo foi uma diversão, e acabou virando o Pacu”, conta Caobe.
O som que Caobe e Pitã apresentam vai além da típica mescla de gêneros. Ele é, segundo os próprios músicos, uma expressão da floresta, do calor, das cores, dos sons da rua, dos rios — tudo isso filtrado por uma estética independente, experimental, com batidas modernas e produção autoral. É uma proposta que busca levar para o cenário do indie uma identidade genuína da Amazônia brasileira, não apenas como inspiração, mas como matéria-prima artística.
“Fiquei muito feliz de colocar a música no mundo, de ver a recepção nas redes sociais, assim, de ver as pessoas comprando a ideia, porque quando a gente estava produzindo, a prioridade era a diversão”, diz Pitã.


