Lau e Eu volta ainda mais poético na segunda parte do disco “feroz comum silêncio entre nós…”

 Lau e Eu volta ainda mais poético na segunda parte do disco “feroz comum silêncio entre nós…”

Créditos: Marcus Leoni

Dividido em duas partes, o projeto marca o primeiro álbum do artista sergipano em sete anos e tem o silêncio como fio condutor dos dilemas e reflexões de sua jornada pessoal

Pausas contemplativas, entardeceres vulneráveis, o reencontro de si e lembranças de alguém que já foi muito íntimo. Foi a partir dessas vivências e memórias que Lauckson Melo — cantor, compositor e multi-instrumentista que assina seus projetos musicais sob o pseudônimo Lau e Eu — lapidou cada letra e produção musical de “feroz comum silêncio entre nós…”, seu primeiro álbum em sete anos, que tem sua segunda parte lançada nesta quinta-feira, 11 de setembro, em todas as plataformas de streaming de áudio (acesse aqui). 

capa da parte 2 do disco foi criada pelo próprio artista. “Quis misturar minha imagem com o universo do álbum e elementos visuais presentes nas capas dos singles que saíram anteriormente. O laranja e o amarelo, os riscos e rabiscos, as formas que cobrem os olhos e a boca simbolizam esse silêncio, nas formas cruzadas que instigam uma espécie de velocidade e ferocidade”, explica Lau.

Indo mais fundo nas reflexões sobre os desdobramentos de suas últimas relações, Lau escreve sobre expectativas que são criadas na construção de um afeto. O tema aparece na faixa “Ao Seu Lado”: Ele do outro lado relutante em procurar / alguém que cicatrize as feridas / e lhe diga aquilo que ele quis ouvir /talvez seja a hora de deixar pra lá.

Há momentos mais irônicos como na divertida “Bermuda e Durag”: Nessa cena você me divide / Quero ser seu ator, antagonista do seu show. A segunda parte do feroz comum silêncio entre nós… também abre espaço para falar do desejo não dito por conta do silenciamento nas relações e que é ilustrado no R&B eletrônico da faixa “Kai”.

“LdB”, a última faixa do projeto, tem seu título como abreviação de “lugar do branco”. Entre sentimentos reprimidos e tendo o vazio como elemento que ocupou a maior parte de uma conversa, Lau reflete sobre esse espaço que perde a oportunidade de ser preenchido devido ao silêncio: Alguém que ainda está

nesse lugar / tão cômodo / tão cômico lugar / lugar do branco.

 

A reflexão sobre o silêncio, tema que permeia todo o repertório da obra, é um fator que acompanha momentos emblemáticos de leituras acadêmicas e dos últimos anos do cotidiano do artista sergipano de 27 anos. Hoje, vivendo na cidade de São Paulo, sendo um artista independente e estudante de História, Lau analisa o silêncio como uma característica humana da atualidade. “O nome do álbum é uma elaboração pessoal, mas tem muito do que considero uma experiência comum. Não saberia dizer se é uma questão de nossos tempos, ou o quanto isso influenciou as gerações passadas, mas o isolamento tem sido uma forma corriqueira de lidar com o conflito, e nesse isolamento se instaura o silêncio”, conta.  “Vejo que é um sintoma do capitalismo tardio. O sentido se constroi a partir do silêncio e do não dito. Percebi que muita coisa não se resolve conversando e quis retratar esse sentimento com o álbum”, pontua Lau.

Após a boa recepção de seu disco de estreia, Selma (2018), Lauckson Melo precisou de sete anos para escrever e produzir um novo álbum inteiro. “É como começar do zero de novo. Muita coisa mudou na minha vida e a forma de ser músico independente também. Me sinto com mais visão”, comenta Lau.

O cantor e compositor já se aventurou em gêneros musicais que vão desde o folk, indie rock, MPB, soul e faixas experimentais que mesclam diversos ritmos. Definindo a sonoridade de seu novo projeto, Lau destaca que é um álbum de world music. “Chamo de ‘world music’, mas não é qualquer ‘world’, é o terceiro ‘world’, minha música é do terceiro mundo, do sul global (como queira chamar). Uma música do mundo feita no terceiro, aquele inscrito entre o ‘eu’ e ‘você’, o terceiro, o ‘nós/mundo’. Música de computador, música de rapaz negro nascido na capital do menor estado do Brasil que imigrou pra metrópolis e decidiu cursar história, música, vida/sonho”, conclui.

Este lançamento é uma parceria com o selo Soho Music Records.

Ouça “feroz comum silêncio entre nós… pt. 2”

Acompanhe o trabalho de Lau e Eu:

Instagram – instagram.com/laueeu/

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Assessoria de Imprensa:

Eduardo Cordeiro – dudialvescordeiro@gmail.com

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