Kennya Macedo apresenta o EP “Baianas Teimosas”, convidando Samba da Madrinha Eunice e Sahra Brandão

 Kennya Macedo apresenta o EP “Baianas Teimosas”, convidando Samba da Madrinha Eunice e Sahra Brandão

Créditos: Iza Guedes

Como uma homenagem à força feminina e suas personalidades marcantes, EP de Kennya Macedo percorre diferentes vertentes do samba e já está disponível nas plataformas digitais e no YouTube.

 

Exaltando a força matriarcal do samba, a cantora paulistana Kennya Macedo apresenta canções que atravessam o samba de roda, o samba-enredo e o samba-exaltação, o protagonismo das mulheres negras na história e na cultura do gênero em São Paulo. Assim ganha vida o EP “Baianas Teimosas”, que tem como base fundamental a trajetória e ensinamentos de Madrinha Eunice, fundadora da Lavapés e primeira mulher a presidir uma escola de samba em São Paulo. A homenagem revitaliza o passado e empodera o presente ao reunir Kennya com as histórias de Rosemeire Marcondes, neta da Madrinha, e também de Sahra Brandão, sendo inspiração e base artística para o fonograma – “Baianas Teimosas” já está disponível nas plataformas de streaming (ouça aqui) e chega também em formato “ao vivo” no YouTube.

 

Kennya é uma artista paulistana com mais de 20 anos de vivências no bairro do Cambuci, parte histórica da cidade de São Paulo e também berço de Deolinda Madre, conhecida como Madrinha Eunice. Potência do samba, sua história arrebatou Kennya desde o primeiro contato, em 2023, ao adentrar o Projeto de Educação Patrimonial Samba da Madrinha Eunice e se reconhecer na trajetória de outra mulher negra. “A potência de Madrinha me arrebatou, e o EP é fundamentado na força desta mulher negra do começo do século XX, primeira presidente de escola de samba em São Paulo, que tinha várias bancas de limão no bairro da Liberdade — a mesma que abrigava sambistas em sua casa no tempo em que portar pandeiro era crime. A que presidiu time de futebol, com a fé e a conduta advindas da religiosidade de matriz africana, e que cantava lindamente”, comenta Kennya.

 

Capa “Baianas Teimosas”

 

Transitando entre o samba de roda, o samba-enredo e o samba-exaltação, além de cânticos aos orixás, Baianas Teimosas apresenta um movimento fluido entre os ritmos. O EP começa com a faixa “Samba da Madre”, uma ode à existência da matriarca com autoria de Adriano De Luca, Marco Pimentel e Gabriel Nascimbeni. O enredo traz os lugares por onde ela passou e viveu, trazendo fé e memórias que abraçam o ouvinte — fazendo imaginar o quintal citado na letra, o bolo de fubá e a Lavapés de antigamente. Na sequência vem “Homenagem às Baianas”, composição assinada por Sahra Brandão e Chicão, que rememora as baianas das escolas de samba. Sahra, integrante da Velha Guarda da escola Vai-Vai, recebeu o convite de Kennya com alegria. “As baianas são essas mulheres que se parecem com Sahra — imponentes e adoráveis, fundamentais para os quilombos e para a formação desse Brasil que conhecemos, e também para o samba. Esse samba, que era o cotidiano do quintal de muitas dessas mulheres em que, apenas com o couro dos tambores e as vozes ressoavam”, explica a artista.

A terceira e última faixa do EP, “Poço de Água Fria”, nasce de uma história contada a Kennya por Rosemeire, hoje presidenta de honra da Lavapés, e que segundo ela é um samba-enredo composto pela própria Madrinha Eunice. “Desde o dia em que ouvi essa história pela primeira vez, sonhei em gravar essa música. Um amigo que pesquisa rios de São Paulo me contou que as Cinco Esquinas, local onde se jogava Tiririca e por onde passa a rua Lavapés — que dá nome à escola — reúne cinco pequenos rios que vêm de diferentes pontos. E um deles viria de um ‘poço de água fria’, que acreditamos ser na Vila Portuguesa, na Liberdade. Reza a lenda que ‘quem beber daquela água canta samba noite e dia’”, finaliza Kennya.

O EP “Baianas Teimosas” é uma reverência à força, à identidade e à história de mulheres como Madrinha Eunice e tantas outras baianas que já se foram, mas seguem abrindo caminhos para todas as que estão aqui e para as que ainda virão, personificadas como a alma das escolas de samba.  

Uma rede de mulheres que movimenta a cultura e a resistência afro-brasileira em criações contemporâneas. Ampliando a imersão, a novidade chega ao YouTube em formato de gravação ao vivo em estúdio, além de estar disponível nas plataformas digitais.

 

Ficha Técnica:

 

Voz principal e backings: Kennya Macedo

Voz principal e backings: Sahra Brandão

Backings: Ananza Macedo, Sophia Macedo, Milka Andrade 

Violão 7 cordas: Cadu Barros

Cavaquinho: Marquinhos Jaca

Violão 6 cordas e Cavaquinho: Vini Sampaio

Pandeiro e Caxixi: Tiago Borges

Surdo, Atabaques, Tamborim e Caixa: Parrera de Jesus

Agogô, Tantan, Caixa e Surdo: Anderson ‘Gordão’ Cerqueira

Arranjos e Produção Musical: Vini Sampaio 

Edição e Mixagem: Beto Mendonça

Masterização: André Magalhães

Produção Artística e Executiva: Mariama Ferrari, BigHead Produções, Kennya Macedo

Fotografia: Iza Guedes

Design Gráfico: Tom B

Gravado em Outubro de 2025  no Estúdio 185

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