illinoise lança álbum de estreia independente com participação de Dani Buarque, da The Monic

 illinoise lança álbum de estreia independente com participação de Dani Buarque, da The Monic

Illinoise (Daniely Simões)

Disponível nas plataformas desde 23 de setembro, disco reúne 12 faixas, participação de Fábio Lucindo — voz brasileira de Shinji, de Neon Genesis Evangelion — e foi gravado nas casas dos próprios integrantes

 

A banda illinoise lançou, no último dia 23 de setembro, seu primeiro álbum, homônimo, reunindo 12 faixas produzidas de forma totalmente independente. Formado por Johnny Manfredi, Luisa Lobo, Beatriz Limeres e Lucas Cassoli, o grupo transforma questões sobre identidade, memória e amadurecimento em um disco que equilibra intensidade emocional, guitarras marcantes e experimentação.

Gravado nas casas dos quatro integrantes, sem estúdio ou produtor externo, illinoise parte da ideia de que crescer não significa necessariamente chegar a uma resposta sobre quem se é. Ao longo das canções, a banda investiga as expectativas que vêm de fora, as versões que cada pessoa cria para sobreviver e a convivência com aquilo que ainda permanece desconhecido dentro de si.

“Passamos muito tempo achando que crescer era chegar em algum lugar, descobrir quem a gente era e finalmente parar de se perguntar. Esse disco é sobre desistir disso”, afirma a illinoise. “As doze faixas são tentativas de escutar nossa própria voz no meio de um barulho enorme: o que esperam de nós, o que já fomos, as versões que inventamos para dar conta.”

Com influências que passam por Paramore, Rancore, Thursday, Emarosa, Circa Survive, Saosin e Silverchair, a banda constrói um trabalho autoral entre o rock alternativo, o emo e o post-hardcore. A sonoridade também se mostra inquieta na estrutura das músicas: “Veredas” abre o álbum a 172 BPM, enquanto “Helicópteros” encerra o repertório a 90 BPM. Faixas como “Tormentos”, em 7/4, e “Kaji”, em 5/4, reforçam o interesse do grupo por caminhos menos previsíveis.

A produção é assinada por Johnny Manfredi e Lucas Cassoli, responsáveis, respectivamente, por guitarra e banjo, e guitarra e bateria. Luisa Lobo assume vocais e baixo, enquanto Beatriz Limeres também integra os vocais. A mixagem e a masterização ficaram a cargo de Luke Mello, do Urgent Studios, que ainda assina os vocais adicionais e a percussão.

Entre os destaques do álbum está “A Primeira Vez Que Eu Morri”, com a participação de Dani Buarque, vocalista da banda The Monic. Além de interpretar a faixa, a artista também participou da composição da letra.

“A escolha da Dani veio do timbre. O scream dela tem uma assinatura muito própria, mais agressiva e reconhecível, que se diferencia do scream da Beatriz — e é justamente esse contraste entre as duas vozes que a faixa procura”, explica o quarteto. “A colaboração não parou na performance: ela participou diretamente da composição da letra, o que fez a música tomar um rumo que não teria se fosse escrita só por nós.”

O disco conta ainda com o violoncelo de Giovanni Sartori em quatro faixas — “Kaji”, “A Primeira Vez Que Eu Morri”, “Neblina” e “Helicópteros” — e com a participação de Fábio Lucindo no monólogo que encerra “Kaji”. Conhecido por dublar Shinji, de Neon Genesis Evangelion, e Arnold, de Pokémon, Lucindo integra uma música que também se destaca por ser a única do repertório a unir as quatro vozes da illinoise em coro.

Depois de lançar lyric videos para “Kaji” e “O Dilema do Ouriço”, a banda prepara o videoclipe de “Górgonas”. A próxima etapa é levar o álbum aos palcos, com planos de apresentações em São Paulo, no interior e em outras capitais do país.

Redação

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