Alê transforma as fases de um término em EP com Bibi Babydoll

 Alê transforma as fases de um término em EP com Bibi Babydoll

Alê (Divulgação)

Produzido pela Hitzin Records, “Tô Bem, Não Sei, Foda-se” percorre do drum & bossa ao funk e já conta com vídeo no YouTube

 

Nem sempre o fim de um relacionamento segue uma ordem previsível. Entre a tentativa de demonstrar estabilidade, as dúvidas sobre a própria identidade e a decisão de seguir adiante, Alê constrói a narrativa de “Tô Bem, Não Sei, Foda-se”, EP já disponível nos aplicativos de música.

Produzido pela Hitzin Records, o trabalho do cantor e compositor carioca reúne três faixas inéditas, cada uma dedicada a uma etapa da reconstrução emocional. A transformação também acontece musicalmente: o repertório começa no drum & bossa, atravessa o reggae e termina no funk, com participação de Bibi Babydoll.

Ao compor as músicas, Alê ainda estava atravessando os sentimentos que deram origem ao projeto. “Apesar de uma delas se chamar ‘Tô Bem’, eu não estava nada bem”, admite o artista, que aponta a terapia e o compromisso com o processo terapêutico como elementos importantes de sua reconstrução.

Três faixas, três momentos

A abertura, “Tô Bem”, retrata alguém que tenta convencer os outros — e talvez a si mesmo — de que já superou a separação. Embalada pelo drum & bossa, a música explora a distância entre aquilo que se sente e a imagem de estabilidade projetada para o mundo.

Na sequência, o reggae “Não Sei” aprofunda o conflito. A composição aborda a dificuldade de reconhecer a própria identidade depois que um relacionamento deixa de ocupar um espaço central na vida.

Mais do que lidar com a ausência do outro, a faixa observa a necessidade de compreender quem permanece depois das mudanças provocadas pelo término.

O desfecho chega com “Foda-se”, colaboração com Bibi Babydoll. Conhecida pelo alcance internacional de “Automotivo Bibi Fogosa”, a artista participa da música que representa a virada do EP: o momento em que a tristeza cede espaço à decisão de não insistir em uma relação sem reciprocidade.

Com influências de funk, phonk, EDM e música eletrônica, a faixa encerra o trabalho em um registro mais direto e energético. A mudança não apaga a história vivida, mas representa a recuperação da autonomia.

Experiência pessoal ganha dimensão coletiva

Embora tenha nascido de uma vivência de Alê, “Tô Bem, Não Sei, Foda-se” amplia sua narrativa para sentimentos presentes em diferentes separações.

Vulnerabilidade, amadurecimento, autoconhecimento e amor-próprio atravessam o repertório sem retirar a leveza e a autoironia características do cantor.

As músicas foram compostas por Alê, Raphael Klismman e Wallace Vianna, responsável também pela produção musical. Martin PTK colaborou na composição de “Foda-se”.

A narrativa também ganhou uma frente audiovisual. As três faixas chegam semanalmente no YouTube, construídos em torno dos momentos de perda, transformação e reencontro apresentados ao longo do EP.

Redação

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