Cauê Fantin: o pioneiro que transformou o cinema vertical em fenômeno no Brasil

 Cauê Fantin: o pioneiro que transformou o cinema vertical em fenômeno no Brasil

Cauê Fantin é um dos principais expoentes da nova geração do audiovisual brasileiro e um dos pioneiros do que vem sendo chamado de “cinema vertical” no país. A trajetória começou de forma despretensiosa, durante a pandemia, quando decidiu transformar o gosto por criar vídeos em profissão e, em poucos meses, viu milhões de pessoas se conectarem com suas produções criativas e dinâmicas.

Antes da fama, Cauê chegou a cursar Direito e Nutrição, mas foi no universo da criação digital que encontrou propósito. No fim de 2020, mergulhou de vez no estudo sobre o comportamento das redes e o funcionamento do algoritmo, analisando de forma intensa o trabalho de grandes criadores e o potencial do conteúdo narrativo para a internet.

O sucesso veio rápido. Ainda no início da jornada, Cauê chamou a atenção do aplicativo Kwai, que o convidou para participar de um movimento inédito: o início das novelas e séries verticais no Brasil. Foi um divisor de águas. Com o tempo, ele se tornou um dos primeiros criadores do país a profissionalizar o formato, desenvolvendo narrativas que uniam estética cinematográfica e agilidade de conteúdo, provando que a linguagem das redes podia alcançar qualidade e emoção dignas do cinema.

“Naquela época, o termo cinema vertical ainda nem era usado e até hoje estamos construindo esse conceito. A gente estava descobrindo como adaptar o olhar do cinema tradicional para o formato das redes, com ritmo, movimentação e enquadramentos pensados especialmente para o celular. Não era só virar a câmera, era criar uma nova linguagem”, explica Cauê.

Entre 2021 e 2022, o criador alcançou resultados impressionantes: mais de 200 milhões de visualizações em um único mês no Kwai, e se consolidou como um dos grandes nomes da plataforma. Nesse período, também começou a treinar e formar novos talentos, mais de 25 criadores que passaram por sua orientação ultrapassaram a marca de 1 milhão de seguidores.

Foi em junho de 2022 que veio sua primeira produção mais estruturada: “Romeu e Julieta”, uma série de vários episódios que ele produziu de forma contínua, sem roteiro prévio, e que rapidamente o levou a conquistar 600 mil inscritos no YouTube. O sucesso foi tanto que o inspirou a criar uma segunda temporada e, pela primeira vez, roteirizar uma história completa. Logo depois, veio “Se Eu Fosse a Alícia”, uma releitura divertida e contemporânea de “Se Eu Fosse Você”, que ultrapassou 100 milhões de visualizações.

O grande marco, porém, veio em dezembro de 2022, com o lançamento de “Copa dos Sonhos”, que fez 180 milhões de visualizações apenas no primeiro mês e superou 250 milhões de views totais. A trama mistura futebol, romance e superação e se tornou um verdadeiro divisor de águas para o audiovisual digital brasileiro. Já em abril de 2023, Cauê lançou “Sherlock Holmes e o Mistério do Futuro”, projeto que marcou um novo momento de amadurecimento artístico e técnico, quando ele passou a estudar profundamente cinema e aprimorar a qualidade de suas produções.

No mesmo ano, chegou a segunda temporada de “Copa dos Sonhos”, desta vez com foco no futebol feminino e uma crítica sobre o impacto das casas de apostas no esporte um tema que ganharia destaque nos noticiários meses depois. A série foi elogiada por valorizar o protagonismo feminino e consolidou Cauê como uma das vozes criativas mais relevantes da nova geração.

Atualmente, o diretor é sócio de uma produtora especializada em produções verticais e já desenvolveu mais de 26 séries originais, acumulando mais de 10 milhões de seguidores e faturamento superior a R$ 10 milhões em apenas dois anos de carreira. Seu portfólio inclui trabalhos com grandes marcas como Coca-Cola, O Boticário, Amazon, Paramount e Samsung. Entre seus lançamentos mais recentes estão “365 Motivos”, indicada como Melhor Websérie Vertical no Rio Web Fest 2025, e “Mentira Viral”, minissérie gravada em parceria com a Samsung para o lançamento do Galaxy A56.

Vencedor do Prêmio Kwai 2024 de Melhor Criador do Ano, Cauê Fantin é mais do que um sucesso digital é um símbolo da transformação do entretenimento brasileiro.

“Durante muito tempo me chamaram de sonhador. Eu só queria mostrar que dava pra fazer cinema em um novo formato, com o coração. Hoje, ver o Brasil inteiro se movendo nessa direção é a maior recompensa”, resume.

Enquanto o mundo ainda discutia se o formato vertical seria o futuro, Cauê Fantin já o transformava em cinema.

Carolina

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