Pra Gira Girar, projeto que celebra Os Tincõas, lança o single Atabaque Chora
O projeto carioca Pra Gira Girar apresenta uma releitura da canção Atabaque Chora, originalmente conhecida pelo trio Os Tincoãs. A obra de autoria de Dadinho e Mateus Aleluia é a faixa de abertura do icônico disco “Os Tincoãs”, de 1977, e foi escolhida pelo grupo para iniciar também sua própria jornada fonográfica. O lançamento chega pelo selo Amor in Sound, encabeçado por Samantha Caldato e Mario Caldato Jr., que assina também a mixagem.
Formado por Alvaro Lancellotti, Michele Leal e Alan de Deus nas vozes, Pedro Costa na guitarra, Kassin no baixo, Zé Manoel no piano e vozes, Zero Telles (in memorian) e Anna Magalhães nas percussões, e Diogo Gomes no trompete; o projeto nasceu do desejo de Alvaro Lancellotti, grande admirador da obra d’Os Tincoãs, de criar um show em celebração ao trio.
Durante um ano, Alvaro, Michele, Alan e Pedro formaram o núcleo inicial do grupo, reunindo-se semanalmente para ensaios que se tornaram um mergulho profundo nos arranjos vocais d’Os Tincoãs – os encontros foram fundamentais para transpor a grandiosidade e complexidade da obra do trio baiano. Pedro Costa transcreveu as vozes e, junto a Michele Leal, cantora e compositora com formação em canto coral, adaptou os arranjos para a formação que, diferente d’Os Tincõas, conta com uma voz feminina.
“Não tínhamos a intenção de gravar um disco quando começamos a nos reunir. A ideia era fazer um show que pudesse apresentar ao público mais jovem a obra do grupo baiano”, conta Alvaro Lancellotti. O show Pra Gira Girar estreou com grande sucesso, esgotando noites no Rio e em São Paulo. A repercussão levou o produtor Mario Caldato Jr. e a diretora artística Samantha Caldato a proporem a gravação de um disco pelo selo Amor in Sound, que foi então realizado no estúdio de Kassin.
“Procuramos ser o mais fiéis possível ao canto d’Os Tincoãs, deixando que apenas nossos timbres sejam o ponto de diferença na releitura. Nosso objetivo era aprender e celebrar essa obra com todo respeito”, divide Michele Leal. O projeto, inclusive, ganhou a benção de Mateus Aleluia e, com o lançamento do single, vai retornar aos palcos para dar continuidade à celebração a um dos maiores legados do cancioneiro popular brasileiro.
O radialista e produtor Adelzon Alves, referência na divulgação da música popular brasileira e produtor d´Os Tincoãs, destacou que o projeto reafirma a fidelidade dos arranjos e dá continuidade a uma resistência cultural afro-brasileira, lembrando que “esse é o verdadeiro gospel dos cantos negros, da religião negra que Os Tincoãs trouxeram do Recôncavo baiano” e que esses cantos, assim como os tambores transformados em baterias de escola de samba, se entranharam na alma do povo brasileiro.
Shows:
01/11 – Vozes e violão no MUHCAB (Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira) | Rio de Janeiro (RJ)
21/11 – Manouche | Rio de Janeiro (RJ)
22/11 – Praia de Itaipu | Niterói (RJ)
FICHA TÉCNICA
Vozes: Alvaro Lancellotti, Michele Leal, Alan de Deus
Guitarra: Pedro Costa
Baixo: Kassin
Piano e voz: Zé Manoel
Percussão: Zero Telles e Anna Magalhães
Trompete: Diogo Gomes
Gravado por Mauro Araújo
Mixagem: Mario Caldato Jr.
Masterização: Robert Caranza


