Kaíke Barto lança álbum [sól-ta] e destaca “Tombamacho”, faixa que questiona padrões de masculinidade
O cantor Kaíke Barto, lançou recentemente seu álbum de estreia [sól-ta], que combina música, poesia e performance, convidando o público a uma experiência sonora e reflexiva. Em outubro, o projeto ganhará uma versão visual, expandindo a dramaturgia das músicas para o campo cênico e imagético.
O artista explicou como o disco propõe uma outra forma de escuta: “[sól-ta] convida o público a uma escuta em que a voz é a ‘personagem’ que ganha corpo e movimenta as músicas como se fossem pequenas encenações, pequenos convites para nos repensarmos também. As faixas também cutucam as normas de gênero e sexualidade, abrindo espaço para modos mais livres de sentir e se relacionar”, disse Kaíke Barto.
Entre as faixas, Tombamacho se destaca por questionar padrões de masculinidade. O artista comentou: “Tombamacho traz ironia e deboche sobre o que chamam de ‘ser macho’ e nos convida a ‘soltar o quadril’, já que ‘dá pra ser homem e não ser viril’. Além disso, a música rompe com a estrutura óbvia de uma canção, abrindo espaço para falas e recursos teatrais — como se fosse um megafone”, afirmou Kaíke Barto.
Outra faixa, Canhoto, também foi comentada pelo artista, que ressaltou seu caráter provocativo: “‘Canhoto’ investe na ideia de que estar inconformado com o status quo, pode ser um primeiro movimento para a mudança, para não aceitar o inegociável. (‘Ser canhoto no mundo destro, é o que me presto, melhor assim’)”, afirmou Kaíke Barto.
O álbum foi pensado como uma dramaturgia, em que as faixas se encadeiam de forma contínua, criando uma narrativa sonora. Sobre isso, Kaíke comentou: “Desde o lançamento, recebi comentários de pessoas que se encantam ao ouvir o disco inteiro de uma vez, mas também daqueles que, ao ouvir apenas uma música ou fora da ordem, sentem vontade de mergulhar em tudo. É uma obra que funciona em pedaços, mas ganha força completa quando se deixa levar pela sequência inteira”.
Quanto à versão visual do álbum, que será lançada em outubro, o artista explicou: “Vivemos um tempo em que o público consome música junto da imagem, então criar a visualidade do disco foi uma forma de dialogar com isso sem perder a potência artística. O visual não é só ilustração do disco, é parte da dramaturgia: amplia as canções e coloca o corpo e a cena em primeiro plano. Minha música é forjada no teatro, sendo assim, faço música também para ser vista”, disse Kaíke Barto.


