O processo criativo de Tem Mas Acabou

 O processo criativo de Tem Mas Acabou

O olhar atento para o trivial é fonte criativa de “Não Havia Paz para o Alquimista”, novo single da banda

Para a Tem Mas Acabou compor é um exercício diário de observação e teimosia artística. A banda parte de um olhar cuidadoso para o mundo, rejeitando roteiros previsíveis e deixando que o próprio processo criativo guie os rumos da obra.

Essa filosofia está presente em “Não Havia Paz para o Alquimista”, primeiro single de seu próximo álbum. A faixa surgiu de forma espontânea, após os integrantes abrirem um livro ao acaso e se depararem com uma charge que dá nome a canção.

“A semente do nosso processo criativo está diretamente relacionada à nossa mania de enxergar história e melodia nas situações mundanas. Não existe um padrão, mas o olhar atento pro trivial do cotidiano nos leva a criar. Não é exatamente magia ou dom, a gente não parte dessa escola metafísica que coloca o artista como o porta-voz de algo secreto e inalcançável. Tem mais a ver com intuição e teimosia. Olhar para as coisas e enxergar o que se esconde”, reflete a banda.

A faixa conta com a participação da banda Brita e combina a sonoridade do math-rock com a musicalidade brasileira, uma mistura que batizaram carinhosamente de “Alquimia Brincante”.

“Estávamos num período de muita correria, com um dos nossos shows mais desafiadores se avizinhando, e logo em seguida, viria a viagem para gravarmos o material novo. Chegando ao Estúdio Terra, tocamos a faixa juntos e a estrutura se tornou palpável; sentimos um arrepio. No dia seguinte, convidamos a Brita para somar na faixa e tudo fez sentido”

O single tem o lançamento através do selo Matéria Orgânica Records e traz um gostinho do que esperar do novo disco da banda.

 

Sobre a banda

Originária da Zona Norte de Niterói (RJ), a Tem Mas Acabou é um dos nomes mais instigantes da nova safra da cena alternativa nacional. Formada por Andrew Romero (bateria e vocais), Ian Queiroz (baixo), Lena Quadros (vocais e guitarra) e Otavio Brunet (guitarra e vocais), o quarteto apelida sua identidade musical como uma espécie de “bagunça elegante”: um organismo vivo que transita pela brasilidade e pela experimentação psicodélica caiçara.

Com letras que narram crônicas do cotidiano, o grupo chamou atenção com seu primeiro álbum de estúdio “Quintal”, de lá pra cá lançaram o single duplo “Corta-Vento / Trequinho” e o EP “Quintal (Remix)”, e se preparam para o lançamento de seu próximo álbum previsto para o início de 2027.

Sarah Martins

Leia mais