Toda paixão começa doce, até deixar de ser: Rô Rosa transforma as fases do amor em seu álbum de estreia
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“Achei Que Era Doce” reúne 13 faixas e marca um novo momento do artista, que expande sua sonoridade ao unir rap, forró, pop e brasilidade em uma obra construída ao longo de um ano
Depois de anos apresentando diferentes facetas de sua música por meio de singles e projetos, Rô Rosa chega ao seu trabalho mais importante até aqui. No dia 29 de julho, o artista lança, pelo selo EME Lab, “Achei Que Era Doce”, seu primeiro álbum de estúdio. Com 13 faixas, o projeto representa o momento em que o cantor deixa de procurar uma identidade para finalmente apresentá-la ao público. https://bfan.link/achei-que-era-doce
O projeto vai além de um disco sobre relacionamentos, “Achei Que Era Doce” nasce como uma cronologia dos sentimentos. Ao longo das músicas, o artista conduz o ouvinte pelas diferentes fases do coração: da paixão à expectativa, do amor ao desencontro, do luto à cura, construindo uma narrativa que pode ser acompanhada faixa a faixa. A ordem das canções foi pensada justamente para que cada etapa dialogue com a seguinte, como capítulos de uma mesma história.
“É uma vivência de coração. Uma experiência de quem tentou amar alguém, acreditou que daria certo e não deu. A faixa que dá nome ao álbum resume essa sensação, mas o disco inteiro fala das diferentes fases do amor. Espero que quem ouvir consiga enxergar um pedaço da própria história ali e se emocione como eu me emocionei nesse processo”, afirma.

Processo Criativo
O projeto começou a tomar forma há cerca de um ano, período em que Rô Rosa escreveu mais de 60 músicas antes de chegar às 13 que compõem a versão final do álbum. Algumas delas nasceram recentemente, enquanto outras, como a faixa de abertura, foram compostas ainda em 2022 e permaneceram guardadas até encontrarem o lugar certo dentro da narrativa.
Segundo ele, esse também foi um processo de amadurecimento artístico. “Existe uma construção para chegar nesse álbum. Fiz mais dezenas de músicas, experimentei muita coisa e, quando entendi quem eu era artisticamente, tudo começou a fazer sentido. Esse disco é como nascer de novo para o mundo. É um álbum que diz: ‘eu cheguei'”, celebra.
Sem abandonar o rap, o artista amplia seu repertório sonoro e apresenta um trabalho que transita naturalmente entre forró, pop, rap, funk, boom bap e elementos da música brasileira, sempre conectado por uma identidade melódica que atravessa todo o disco. Influências como Marina Sena, Sombra, Alcione e até a liberdade criativa de artistas como Bad Bunny ajudaram a moldar uma sonoridade que não se prende a rótulos, mas preserva a essência da escrita que acompanha Rô desde o início da carreira.
“Fiquei me perguntando durante muito tempo se deveria fazer um disco mais rap ou mais brasilidade. No fim, entendi que não precisava escolher. Quis fazer músicas acessíveis, que conversassem entre si e que fossem sinceras com quem eu sou hoje”, explica.
Parcerias de Peso
As participações de Yago Oproprio e Sotam ampliam o universo do projeto, enquanto a produção musical conduzida por Patrício Sid, com colaboração de Rapha Renó, costura todas as experimentações em uma obra coesa. A identidade visual acompanha a mesma proposta narrativa. Assinada pela artista visual Julia Rodrigues, a capa foi criada a partir de uma pintura original sobre uma tela de um metro por um metro, transformando a obra em ponto de partida para todo o universo estético do álbum. Ao longo da campanha, os singles revelaram fragmentos dessa pintura, permitindo que o público descobrisse o projeto aos poucos até a revelação completa da imagem.
No audiovisual, dirigido por Jean Furquim, um Fusca funciona como fio condutor da história. Presente nos visualizers das faixas, o carro acompanha as transformações emocionais vividas pelo personagem, assumindo diferentes significados conforme a narrativa avança. Muito além do que vídeos individuais, as peças funcionam como pequenos capítulos de um mesmo filme. Para Rô Rosa, no entanto, o maior objetivo do álbum está além da música.
“Eu espero que minhas músicas curem as pessoas. Acho que meu maior dom não é só cantar, é conseguir acolher alguém e a música é a minha ferramenta para isso. Vou ficar muito feliz se esse álbum fizer parte de algum momento importante da vida de alguém”, diz.
Como um bom disco de estreia, “Achei Que Era Doce” apresenta um artista que encontrou sua voz. Depois de anos experimentando caminhos, Rô Rosa transforma experiências em canções universais e inaugura uma fase em que sua música deixa de procurar um lugar para finalmente ocupá-lo.
Sobre Rô Rosa
Rô Rosa é cantor, compositor e um dos nomes em ascensão da nova música brasileira. Natural de São Paulo, o artista construiu sua trajetória a partir do rap, mas consolidou uma identidade própria ao aproximar o gênero de elementos da música popular brasileira, do forró, do pop, do boom bap e de outras sonoridades que dialogam com sua vivência e pesquisa artística.
Com uma escrita intimista e narrativa, suas canções abordam relações, afetos, amadurecimento e experiências do cotidiano, transformando histórias pessoais em músicas capazes de criar identificação com diferentes públicos. Sua principal característica está na forma como transita entre gêneros sem perder a essência lírica construída no rap, apostando em melodias marcantes e arranjos orgânicos.
Sobre a EME Cultural
A EME Cultural é uma produtora dedicada a valorizar a expressão artística, promovendo shows e lançamentos musicais que conectam pessoas, fortalecem cenas e expandem as fronteiras da cultura e da música. Além disso, atua na gestão e empresariamento de carreira de cada artista, respeitando seus conceitos, trajetórias e individualidades no mercado.
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