Wogue une pop e rap melódico em “A vida vai pra cima” para provar que a felicidade é um ato de rebeldia

 Wogue une pop e rap melódico em “A vida vai pra cima” para provar que a felicidade é um ato de rebeldia

Wogue (Divulgação)

Lançamento oficial nas plataformas digitais está marcado para o dia 03 de julho através da distribuidora OffStep.

Se você estava procurando um som para levantar o astral e colocar direto no repeat, pode anotar na agenda: no dia 03 de julho, a multiartista carioca Wogue faz sua estreia oficial nas plataformas digitais com o single “A vida vai pra cima”. A novidade une o melhor do pop magnético com a cadência do rap melódico em uma colaboração super especial com o cantor e produtor Rodrigo Auad. E o detalhe mais legal dessa história é que Wogue assumiu o controle criativo de ponta a ponta: ela assina desde a composição e co-produção até o figurino e a edição do clipe, provando que a alegria — e a independência — são grandes atos de rebeldia.

Sabe aquele som construído com tempo, carinho e muita verdade? É exatamente o que a artista propõe. No projeto de Wogue, “a independência não é uma limitação técnica, mas uma escolha política e estética”. Fugindo das fórmulas automáticas de mercado, ela colocou a mão na massa para garantir que sua mensagem chegasse ao público sem filtros. Para isso, contou com o talento do cantor e produtor Rodrigo Auad, que ajudou a traduzir a poesia urbana da cantora em linhas de baixo encorpadas e sintetizadores modernos. Juntos, eles criaram uma faixa de dinâmica envolvente, que transita com muita naturalidade entre rimas precisas e um refrão expansivo, pronto para as pistas.

Em tempos em que a melancolia dita muitas das tendências musicais, apostar no otimismo é uma lufada de ar fresco. Liricamente, a música não ignora os desafios do amadurecimento, mas escolhe focar na parte boa do caminho:

“A felicidade virou uma espécie de escolha diária, um exercício de resistência. Trata-se de entender que a partir de uma autoconsciência positiva, a gente encontra a liberdade de ser a gente mesmo. Aí as coisas desenrolam e a vida vai pra cima. E vai com tudo.”, revela Wogue

Patins, natureza e cores vivas

Se a música convida ao movimento, o clipe oficial é a tradução literal dessa energia. Gravado no Parque Municipal de Itaipava, no Rio de Janeiro, o projeto visual maturou no seu próprio tempo — levando quase três anos até a edição final. O resultado nas lentes do diretor de fotografia Luiz Eduardo é um contraste muito bacana entre o verde da serra, as cores vivas dos grafites urbanos e o figurino vibrante da cantora.

O ponto alto fica por conta de Wogue deslizando livremente de patins pelas pistas do parque. O esporte, que serviu como pilar para o seu equilíbrio mental durante o processo criativo, ganha destaque na tela e transmite ao espectador uma sensação deliciosa de liberdade e autonomia.

Sobre Wogue

Wogue (nome artístico de Wograine) é o tipo de artista cuja trajetória recusa definições fáceis, misturando o refino acadêmico de sua formação em letras e mestrado em estudos da linguagem pela PUC-Rio com a crueza pulsante das ruas. Carioca, ela nasceu em uma família de artistas anônimos: cresceu ouvindo o avô registrar a si mesmo cantando sertanejo em fitas e ajudando os pais, ambos professores, na estrutura de festas infantis e pequenas peças de teatro. Esse ecossistema lúdico fez com que seu amor pela música fosse tanto biológico quanto social, moldando uma infância singular onde suas primeiras aulas de canto aconteceram em latim e canto gregoriano. Dominando missas inteiras e canções religiosas em várias línguas por conta da fé familiar, aos treze anos ela já se entendia puramente como artista.

Na adolescência, sua voz se dividiu entre os altares da igreja e as apresentações com o coral do IBEU, chegando a ecoar nos programas da rádio MEC. Logo em seguida, o teatro surgiu como o passo natural para expandir sua expressão. Wogue mergulhou em cursos livres na Martins Penna e na PUC-Rio, e na UNIRIO participou de montagens marcantes como Lua de cristal e Fotonovela – o musical, espetáculo para o qual começou a exercitar seu lado compositora ao escrever canções originais. A vivência nos palcos ganhou ainda mais peso quando assumiu o papel principal na peça MPB (meretrício, penúria e boemia) com a companhia independente Nós que tá, consolidando sua paixão por cruzar a literatura — uma de suas grandes fontes estéticas — com a performance visceral.

Em 2020, o desejo de focar de vez na música ganhou as telas com a criação de um canal de covers no YouTube. Sua versão minimalista e potente de Lua de cristal quebrou a bolha digital e chamou a atenção da própria Xuxa Meneghel. O barulho na internet também atraiu os músicos Helvécio Parente e Márcio MM Meirelles, ex-integrantes do clássico grupo Perdidos na Selva, que a convidaram para assumir os vocais da ANIMETRONIKS. À frente da banda especializada em temas de anime com roupagem pesada, Wogue vem rodando o circuito geek desde 2023, acumulando apresentações enérgicas em palcos como a JEDICON no Planetário da Gávea, o Geek Town Downtown e o SESC Jundiaí, em São Paulo.

Toda essa bagagem artística convergiu, em 2021, para a necessidade de dar voz às suas próprias composições. De forma totalmente independente, Wogue entrou em estúdio ao lado dos produtores Rodrigo Auad e Lucas Notaro para dar vida a um bloco de seis faixas autorais que marcam sua estreia oficial no mercado fonográfico. O primeiro corte desse trabalho é “A vida vai pra cima”, single focado nas texturas e na cadência do rap melódico. Inspirada pelo amadurecimento pessoal e pela escrita, a canção surge como um manifesto moderno que defende a felicidade não como um golpe de sorte, mas como um ato radical de escolha e autoaceitação, mostrando que a liberdade de ser você mesmo é o único caminho para fazer as coisas se desenrolarem.

 

Redação

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