Diana Deyse integra elenco de “Cores no Breu”, curta que circula por festivais no Brasil e no exterior
A atriz Diana Deyse, que recentemente fez uma participação na novela das sete da TV Globo, Coração Acelerado, vive um novo momento em sua trajetória artística com o curta-metragem Cores no Breu, produção que vem ganhando espaço em festivais nacionais e internacionais. Integrante do Carranca Coletivo desde 2018, a artista participa do projeto desde sua origem, em um processo criativo que começou na pesquisa poética, passou pelo teatro e, posteriormente, foi adaptado para o audiovisual.
Dirigido por Mariana Queiroz, o filme foi inicialmente contemplado pelo Edital RioFilme Ações Locais 2022, viabilizando sua produção, com gravações realizadas em 2023. Desde então, o curta vem construindo um circuito expressivo, com exibições em mostras como o Festival Curtas de Campo Grande (MS), Cine Uivo (RJ), Mostra Curta Delas, no Estação NET Botafogo, além de festivais internacionais em países como Bélgica, Estados Unidos, Argentina, Austrália e Peru. Atualmente, Cores no Breu conta com distribuição da Porto Bello Filmes, ampliando ainda mais seu alcance no circuito audiovisual.
Na trama, Diana interpreta Ana, personagem que exerce um papel fundamental na narrativa. “A Ana representa o vínculo com a realidade. Enquanto a protagonista mergulha nas próprias memórias e no virtual, ela observa, questiona e tenta trazê-la de volta”, explica a atriz. A personagem carrega uma dimensão afetiva, mas também de limite, trazendo à tona as complexidades das relações humanas.
Com uma construção baseada em improvisações e experimentações, o processo foi um dos grandes diferenciais do trabalho. “A personagem não veio pronta. Ela foi sendo construída aos poucos, o que me deu uma intimidade muito grande com a Ana. Isso trouxe mais verdade e profundidade para a cena”, conta.
A experiência reforça a versatilidade de Diana Deyse, que vem consolidando uma trajetória marcada por trabalhos no teatro e no audiovisual. Nos palcos, integrou montagens como A Igreja do Diabo, Terreiro da Infância e NABILA. Já no cinema e nas produções independentes, participou do longa Amor e Paixão, da websérie Coff Café e de curtas como Cores no Breu, além de projetos de diferentes gêneros, incluindo ficção científica e narrativas com temática LGBTQIA+.
Cores no Breu acompanha o reencontro de duas personagens aos pés da Igreja da Penha, abordando temas como memória, afeto e os limites entre o amor idealizado e o real. Entre ausências, despedidas e reconstruções, o filme propõe uma reflexão sensível sobre as relações contemporâneas.


